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criado por ubirajara.passos
00:30:42
criado por ubirajara.passos
23:23:45
criado por ubirajara.passos
23:13:41Na volta de São Paulo, onde estive em 25 março (no Encontro Nacional em defesa da aposentadoria e dos direitos sociais, sindicais e trabalhistas) pela caravana do Sindjus-RS e da Conlutas (mais de 6.000 trabalhadores lotando o ginásio do Ibirapuera e dispostos a resistir aos ataques do fascismo lulista), tive uma paralisia do nervo radial do braço direito, que só após passar por dois hospitais e uma competentíssima neurologista (Mariana Dagnino Araujo) me convenci ser mera lesão local, decorrente de dormir pressionando o braço contra o banco do ônibus, na manguaça.
Mas a tensão gerada pelo episódio (imagina acordar com a mão direita dormente, sem força e sem condições de motricidade fina nos dedos menores que o indicador?), aliada à depressão que ando curtindo, os dias passados em torno de exames médicos e uma quase-broxada que dei com a gata preferida (resultado de ressaca e outro ataque de nervos que narro outra hora), simplesmente me afastaram completamente deste blog, cujas visitas diárias despencaram ao fundo do abismo.
Assim, para dar alguma distração àqueles leitores que ainda tenham algum interesse no que escrevo (que espero se tornar melhor à medida em que avance o tratamento anti-depressivo) e aos que andam desiludidos com suas buscas amorosas, publico o poema pessimista abaixo, que um dia há de deixar de ser realidade.
Apenas Vultos
Por quantas sombras sofri,
Por quantos olhos
Que prometiam fogos além do concebível;
Por quantas almas de fascínio imprevisível,
Por quanto gozo físico incomum
Ardi nas chamas da “paixão sem freio”?
Como sofri, apartado do amor,
Da encarnação do sublime,
Dessas mulheres arrebatadoras?
Quanto gastei em reais e madrugadas
Na busca do sagrado feminino
Pra descobrir que tudo é árida terra!
Gravataí, 29 de maio de 2005.
Ubirajara Passos

criado por ubirajara.passos
03:11:04No último dia na Argentina (terça-feira de carnaval), saímos de Posadas já passado das 10 h (o originalíssimo relógio "Orenete" do Valdir marcava 9 h 30 min...) e, deixando para fazer as compras em Oberá, nos deparamos, a cada passo, com a inflexível instituição da "siesta" (que começa ao meio-dia em ponto e se estende, durante a semana - pois no domingo é píor) até as 4 horas da tarde.
Tanto no shoping de roupas Oscar, quanto no Supermercado "El Condor" (que fecha à 1 hora da tarde) fomos praticamente corridos por um atendimento impaciente e carrancudo, o que não me impediu de comprar uma camisa e uma bermuda argentina na loja e alguns livros do Nietzsche e uma coletânea de autores anarquistas em castelhano.
Mas o cúmulo da intolerância, da falta de acolhimento e da cretinice se deu no restaurante do Cassino. Estávamos nos servindo (cerca de 1 h 45 min da tarde, pois a "siesta" do Cassino fecha às 14 h), quando nos interpelou um garçom para nos avisar que o estabelecimento fecharia logo e que tínhamos quinze minutos para comer! Não, não me entendem mal os leitores: não é que o bifê fosse recolhido em quinze minutos e tívessemos tempo de, servidos, almoçar sem preocupações. A afirmação significava aque, chegadas as 14 h, tendo ou não terminado de almoçar, teríamos de sair correndo.
Invocado com o autoritarismo burocrático do "estabelcimento", quando fui ao banheiro, fiz questão de mijar na pia. E, tendo contado o meu ato ao Rogério, este, por sua vez, mijou no cesto de papéis higiênicos. Estava vingada a honra brasileira e rio-grandense do desaforo castelhano. Uma hora depois retornávamos ao Brasil (Santa Rosa, Rio Grande do Sul) e, então, nos parecia que não havia passado apenas três, mas várias semanas fora de casa.
Ubirajara Passos

criado por ubirajara.passos
01:27:38